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Superfície : 799 390 km²
População : 19 420 036 habitantes
Densidade : 23,82 hab./km²
Capital : Maputo
Língua Oficial : Português
Línguas Nacionais : Lomwé-Emakua, Tsonga, Sena, Shona, Swahili, Chapi
Religiões::

Católica (23,8%),
Islão (17,8%)
Sionismo Cristão (17.5%),
Outras (17,8%),
Sem religião (23,1%)

Moeda : Metical (MT)
Data da Independência : 25 de Junho de 1975
IDH (2006) : lugar 168 entre 177 países
PIB (2006):

6 Mds $ (313$/h)
Entre 180 países

  ocupa o lugar 163
Taxa de inflação (2006) : + 8,13%
 
 
 

Veja o Diaporama realizado por Silvya Martins sobre as várias regiões do país



Círculo do Amor

 

 
 
 
e
Vitália Rodriques
Supervisão de Luís Aguilar,
Docente do Instituto Camões et professeur invité de l'Université de Montréal


 
 

Nesta viagem virtual a Moçambique, um dos oito países que integram a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa), ex-colónia portuguesa, situada na costa Sudeste do continente africano, cerca de nove vezes maior, em superfície, do que Portugal, mas dez vezes menor do que o Brasil e treze do que o Canadá, tem fronteira a Leste com o Oceano Índico, a Norte com a Tanzânia, o Malawi e a Zâmbia, a Oeste com o Zimbabwe e a África do Sul e a Sul com a Swazilândia. De clima tropical e húmido e com uma costa marítima de 2515 Km, Moçambique é banhado pelo Índico e repleto de belas praias.

E para começarmos a nossa viagem virtual a Moçambique convidamo-los a percorrer as dez províncias moçambicanaso: Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo. Clique aqui

Teriam sido os bosquímanes os primeiros povos primitivos de Moçambique. Entre 200 e 300 DC, ocorreram grandes migrações de povos Bantu, oriundos da região dos Grandes Lagos a Norte. Os primeiros entrepostos comerciais costeiros pertencentes aos Suahilárabes apareceram nos finais do século VI.

Pêro da Covilhã foi certamente o primeiro português a estabelecer contacto com os povos da região de Moçambique, quando mandado por D. João II em busca do Prestes João das Índias e de informações sobre a navegação para a Índia, chega a Moçambique em 1489. Cerca de dez anos depois é Vasco da Gama que na sua primeira viagem à Índia contacta com os povos da região que o recebem ora de braços abertos, ora com hostilidade. A partir daí os portugueses vão-se estabelecendo, gradualmente, na região que viria a ter uma importância estratégica na rota do caminho marítimo para a India.

A presença portuguesa confina-se à faixa litoral, onde passam sucessivamente a criar feitorias e construir fortalezas: Sofala e Ilha de Moçambique (as mais importantes), Sena, Tete, Quelimane e Inhambane. Nos primeiros anos do século XVIII os holandeses, franceses e ingleses tentam fixar-se na Ilha de Moçambique.

Até 1752, Moçambique tem um estatuto administrativo ligado à Índia e só no final do século os portugueses tentam penetrar o interior de Moçambique.

A colonização efectiva de Moçambique só se inicia verdadeiramente sob o impulso da Conferência de Berlim, em 1885, quando as principais potências europeias procedem à partilha de África.

Um dos factores que impulsionou o desenvolvimento de Moçambique, a partir de finais do século XIX, foi a sua posição estratégica. Os seus portos de Maputo (Lourenço Marques) e da Beira eram as portas de entrada e de saída para os produtos do Transval e da Rodésia.

A enorme resistência do povo moçambicano à ocupação colonial portuguesa só foi temporariamente eliminada por volta de 1913. É preciso dizer que esta resistência era feita por tribos africanas de negreiros que se sentiam ameaçadas neste comércio pelos portugueses. Durante a 1ª.Guerra Mundial (1914-1918), travam-se combates entre portugueses e alemães pelo controlo do território. São muitos os resistentes, heróis e ou constutores da nação moçambicana. Citamos três: Ngungunhane a Eduardo Modlane e Samora Machel.

A descolonização decorre dos acontecimentos relacionados com a Revolução dos Cravos em Portugal, em 25 de Abril de 1974, concretizando-se em 25 de Junho de 1975, data oficial da independência de Moçambique. A saída apressada e mal negociada dos portugueses é a causa próxima da guerra civil que se seguiu à independência.

Moçambique sempre se afirmou como pólo cultural com intervenções marcantes, de nível internacional, no campo da arquitectura, pintura, música, literatura e poesia. Nomes como Malangatana, Chichorro, Mia Couto e José Craveirinha entre outros, já há muito ultrapassaram as fronteiras nacionais.

Importante também e representativo do espírito artístico e criativo do povo moçambicano é o artesanato que se manifesta em várias áreas, destacando-se as esculturas dos Macondes do Norte de Moçambique.

Apesar da forma pouco convivial que caracterizou a saída “apressada” dos portugueses, após, ou mesmo antes, de Moçambique são muitos os que jamais esquecerão o que de bom aquela terra lhes deu nutrindo as suas memórias com a criação de algumas páginas na Internet: Moçambique: Terra da Boa Gente.

Facilmente podemos constatar as preferências musicais daqueles que têm Moçambique no coração: Malhanga , As Irmãs Muge...e até Bob Dylan canta Moçambique.

Se quiser manter-se informado sobre o que se passa em Moçambique pode ler os vários periódicos publicados no país e disponíveis na Internet:

 
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