Superfície : 36 120 km²
População : 1 472 780 habitantes (2007)
Densidade : 48 hab./km²
Capital : Bissau, pop. 388 028 (2006)
Língua Oficial : Português
Línguas Nacionais : Crioulo Guineense (língua falada pela maioria), Balanta, Fula, Manjaco, Mandinga, Pepel e outras línguas
Religiões:: Animismo/Crenças Indígenas (50%)
Islamismo (45%)
Cristianismo (5%)
Moeda : Franco CFA (da Comunidade Financeira Africana)
Data da Independência: 24 de Setembro de 1973
IDH (2006) : 0,349 lugar 173 entre 177 países
PIB (2005):

800 $US por habitante, lugar 174 entre 180 países

Taxa de inflação (2006) :  
Grupos Étnicos: Africano (99%):
  • Balanta (30%)
  • Fula (20%)
  • Manjaca (14%)
  • Mandinga (13%)
  • Papel (7%)

Outros povos (15%):

  • Biafada,
  • Mancanha,
  • Bijoga,
  • Felupe,
  • Mansoanca,
  • Baniung,
  • Nalu,
  • Soninké,
  • Jola,
  • Bigola,
  • Bayote,
  • Cassanga,
  • Cobiana
  • Bassari
Europeus e mulatos:
(menos de 1%)


Catedral em Bissau

Bijagós

 

Viagem Virtual a
 
e
Vitália Rodriques

Nesta viagem virtual convidámo-lo(a) a visitar Guiné-Bissau, um dos oito países que integram a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa). Localizado na costa noroeste do continente africano, este país é duas vezes e meio menor, em superfície, do que Portugal, mas é duas vezes maior do que Timor-Leste, e quatro vezes e meio maior do que o enclave de Cabinda que pertence a Angola. Faz fronteira a Norte com o Senegal, a Leste e Sudeste com a Guiné e a Sul e Oeste com o Oceano Atlântico. Além do território continental, o país conta com o arquipélago dos Bijagós que integra cerca de oitenta ilhas.

Com a chegada do navegador português Álvaro Fernandes, no ano 1446, às costas do território hoje conhecido como Guiné-Bissau, os portugueses foram os primeiros europeios em explorar essas regiões da África já habitadas por vários povos indígenas tais como os balantas, fulas, manjacos, felupes, mandingas e papéis. Até o século XVII, uma parte do território que formava parte do reino de Gabú, que pertencia ao legendário Império do Mali dos mandingas que florescera por volta de 1235, tinha começado a declinar perdendo a hegemonia ao redor dos anos 1350. No entanto, os portugueses começaram a colonizar a costa e os rios só a partir de 1558, com a fundação da vila de Cacheu. O interior só foi explorado a partir do século XIX. A colónia portuguesa então nomeada Capitania-Geral da Guiné Portuguesa em 1630, passou a ser considerada como província ultramarina portuguesa no Estado Novo, o regime do governo de Salazar de extrema-direita, autoritário, anticomunista e ditatorial, vigente em Portugal no período de 1933 até 1974. Enfim, a guerrilha do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) fundado e liderado por Almícar Cabral, consolidou o seu domínio do território em 1973. Entretanto, a 20 de Janeiro desse mesmo ano Cabral é assassinado em Conakry, mas o movimento conseguiu a independência da nova República da Guiné-Bissau, declarada em 24 de Setembro de 1973. Cabral ficaria como herói da Independência, enquanto a Guiné-Bissau, seria a primeira colónia portuguesa na África em ter reconhecida sua independência um ano depois por Portugal, após a Revolução dos Cravos, junto com o Cabo Verde, em 10 de Setembro de 1974.

Foi Luís Cabral, irmão de Amílcar, quem assumiu a presidência em 1974, e instituiu um regime de orientação marxista liderado pelo PAIGC, o único partido legal. O governo de Cabral herdou de um país devastado pela guerra da Independência, o que levou um golpe de estado sem derramamento de sangue e a instauração da ditadura militar do general João Bernardo “Nino” Vieira, em Novembro 1980, que se opunha à fusão com Cabo Verde. Em 1998, uma revolta armada provocou uma guerra civil sangrenta, que culminou em Janeiro de 2000, com a eleição de Kumba Ialá, como presidente da República. Veríssimo Correia Seabra, soldado das Forças Armadas Guineenses, referiu-se à “incapacidade” do governo de Ialá para justificar um levantamento, e liderar um sangrento golpe militar em 14 de Setembro de 2003. O presidente actual é Nino Vieira, quem voltou depois de um período passado no exílio, e desde o primeiro de Outubro de 2005. Conseguiu 52,35% dos votos na eleição presidencial em 24 de julho, derrotando oficialmente o candidato Malam Bacai Sanhá no segundo turno. Sanhá, ex-presidente interino, foi apoiado por o antigo partido de Vieira, o PAIGC.

A Guiné-Bissau divide-se em oito regiões administrativas as quais são: Bafatá, Biombo, Bolama, Cacheu, Gabú, Oio, Quinara e Tombali, assim que um sector autónomo, Bissau sendo a capital do país. As regiões se subdividem por sua vez em 37 sectores e estes em secções. Entre as cidades mais importantes destacam-se Bafatá, Gabú, Mansoa, Catió, Cantchungo e Farim. A economia do país baseia-se principalmente sobre a agricultura como o cultivo das castanhas de caju, do milho, da amendoim e do arroz, mas também dos produtos da pesca: distintos espécies de peixes e camarões. Da exploração mineral, só tem um pouco de bauxita, porém não possui muito de outros minerais. O país tenta conseguir a autosubsistência, mas tem que reparar a devastação pelas guerras e ditaduras, e os erros do passado.

O clima é de tipo tropical, tendo duas estações: a época seca de Novembro a Abril, e a outra de chuvas, de Maio a Outubro. A nível geográfico, é um país plano, com floresta tropical e que consta com uma grande reserva de água, sobre tudo por os rios Cacheu, Geba, Corubal, os mais importantes, que avançam ao interior das terras. A pesar do seu tamanho reduzido, tem muitas lindas e bonitas praias como as que se podem encontrar nas ilhas do Arquipélago dos Bijagós, classificadas pela UNESCO como reserva ecológica biosférica. e na região do Cacheu, nas praias de Varela, e na zona sul Cussilinta, Saltinho, etc. As maiores ilhas do Arquipélago são Caravela, Formosa, Galinhas, Maio, Orango, Ponta e Roxa, mas conta com mais de 80 ilhas, tendo distintos micro-climas e fauna e flora ainda por descobrir. Entre os animais selvagens que moram em Guiné-Bissau, encontram-se os hipopótamos, babuínos, antílopes, facocheiros, leopardos, leões, sendo uns dos mais representativos dessa zona. Nossos dias, tem vários parques e reservas ecológicas para proteger a diversidade da fauna e flora, assim que o meio ambiente.

A nível cultural, a pesar de ser a Guiné-Bissau um país muito jovem e pequeno, no campo da pintura, música, literatura e poesia, tem vários nomes reconhecidos tais como a cantora Eneida Marta, o cantor Zé Manel, o poeta Carlos-Edmilson Vieira, os romancistas António Baticã Ferreira e Odete Semedo, o pintor Augusto Trigo, entre muitos outros, que já ultrapassaram as fronteiras nacionais. Guiné-Bissau tem muitas riquezas culturais, tanto a nível musical, por seu ritmos e instrumentos tradicionais, do que nas artes visuais e a literatura. Para que possa conhecer um pouco mais dessa riqueza e do seu povo acolhedor, os convidamos agora a visualizar nosso diaporama PowerPoint, desejando-lhes uma boa viajem virtual no mundo luso-africano da Guiné-Bissau...

 

 

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