Jean-Claude

Dubord

Hino Vivo à Minha Pátria

 

Auto-Retrato
HINO VIVO À MINHA PÀTRIA

Olhos castanhos, da cor do Saint-Laurent, o rio majestoso que atravessa o meu amado país.

Cabelos grisalhos, parecidos com a pimenta e o sal que temperam o nosso prato nacional, a "poutine", a delícia dos deuses.

Baixo, em conformidade com a designação inicíal de Quebeque, "Baixo Canada".

Cara decorada com rugas, como as estradas da minha adorada província.

Farta cabeleira, como as florestas das "Laurentides".

Tão magro como o orçamento de Estado do meu país.

Cosmopolita como a minha cidade bem-querida, Montreal, que fala Português às vezes com palavras espanholas e sotaque quebequense.

Sou Virgem, como todo o Norte da minha pátria, Novo-Quebeque, baía de Hudson.

A minha idade corresponde ao tempo que vai levar o pagamento de impostos relativos aos melhoramentos na rede do metro.

Ô Quebeque, até onde me levas para cantar a tua glória !

Ou

Ô Quebeque ! Quantas transformações devo sofrer para cantar à tua gloria !


Texto produzido, a partir da proposta de trabalho contida na
Ficha, Auto-retrato