LUSOFONIA: OS NOVOS MUNDOS DO MUNDO
Pesquisa Orientada na Rede
por Luís Aguilar



Introdução

Esta Pesquisa Orientada na Rede versa sobre as consequências atuais da história da Expansão Portuguesa, uma comunidade de países de língua portuguesa, que são parte integrante do património comum da humanidade. Torna-se, neste quadro, necessário definir o conceito de Lusofonia - traço de união entre cerca de 250 milhões de pessoas que falam português nos cinco continentes.

Desafiamos os estudantes a elaborarem uma definição fundamentada de Lusofonia, através de uma autêntica caça ao tesouro na Internet, onde procuram informações, recolhem dados, respondem a diversas questões e, enfim, interpretem os dados recolhidos criteriosamente selecionados e, enfim, construam um texto sobre a sua visão pessoal do conceito de Lusofonia.

Para que os estudantes não se percam no oceano da informação e nos cabos das tormentas e mares tenebrosos do desconhecimento (informação medíocre ou pouco fiável). À palavra de Ordem tantas vezes ouvida por professores "pesquisem na Internet!", quer-se aqui contrapor uma atitude pedagógica que passa por não entregar os estudantes às feras: queremos que as suas pesquisas tenham uma orientação empenhada e objetivos claros de aprendizagem, para que os resultados sejam significativos e enriquecedores tanto para quem aprende como para quem ensina.

A aquisição e construção do conhecimento através da pesquisa orientada na Rede faz-se tendo em conta outros tipos de aprendizagem não clássicos, tais como, o trabalho de projeto, a experiência e resolução de problemas, o trabalho de grupo, a aprendizagem participativa e o trabalho autónomo. Tendo em consideração estas vertentes do processo de ensino aprendizagem, o tempo que o estudante passa na Internet é, nesta modalidade de Pesquisa Orientada na Rede, otimizado pois que nela encontra uma estrutura que o apoia e uma orientação que o guia.
O facto de esta pesquisa desembocar num trabalho solitário de produção de um texto não obsta em que todo o processo não sejam propostas outras modalidades de trabalho como fóruns de discussão, partilha crítica de opiniões, etc.
As tecnologias da informação e da comunicação vieram para ficar e proliferam no universo das relações Socioculturais, em geral, e no da Educação e da Formação, mais particularmente. São incontornáveis, criaram a necessidade da aquisição de novas competências e, sobretudo, impuseram a deslocação do eixo da ação do professor para a ação do estudante a aprender, da aquisição estática de conhecimentos para a sua partilh e construção. E se é verdade que todas estas preocupações e princípios didáticos e pedagógicos se colocam há décadas, hoje, eles não constituem uma opção, são uma imposição: o recurso à tecnologia provoca a emergência de inovadoras formas de aprendizagem, pautada pela pesquisa, pela cooperação, pela ação, pela resolução de problemas, formulação de questionamentos, respostas a perguntas, etc.

De acordo com José de Moura Carvalho, com quem tivemos o grato prazer de fazer um curso promovido pelo Instituto Camões, sobre estes tipos de instrumentos didáticos interativos na Rede (WEB), uma tal pesquisa, tipo caça ao tesouro, consiste num conjunto de questões que podem ser respondidas se acedermos a sítios que contenham a informação necessária. Ainda que se proponha um modus operandi aberto e flexível, deve evitar-se o pesquisar por pesquisar. Por outro lado, uma tal forma de pesquisa permite um trabalho de grupo, uma vez que os estudantes vão, gradualmente, tomando conhecimento das pesquisas uns dos outros e discutir sobre as diferentes perspetivas em cima da mesa.

Depois de ler a Introdução, em que o orientador da pesquisa expõe em traços largos, o tema de pesquisa, os pesquisadores devem tomar conhecimento das questões que servirão de base à resposta à questão central, tendo, para o efeito, ao seu alcance, ligações para sítios, portais, blogues, páginas, etc, selecionados criteriosamente. Tendo em conta as respostas que cada participante na pesquisa encontrou para as questões de base, é altura de responder à questão central, num texto com um máximo de 1000 caracteres. E fica concluída a pesquisa, naturalmente sujeita, como qualquer trabalho académico, à avaliação e, se for o caso, partir para outra pesquisa. O quadro seguinte, resume o processo a seguir.

Este quadro, elaborado por Luís Aguilar, sistematiza o processo da presente pesquisa orientada na Rede (WEB), enquanto atividade didática e pedagógica interativa que, para além da aquisição de conhecimentos específicos, neste caso, os relativos à temática e às problemáticas da Lusofonia, visa o desenvolvimento de competências de pesquisa e seleção de informação pertinente.